segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Precisa-se de matéria prima para construir um País - Eduardo Prado Coelho - in Público

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. 
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedorasparticulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudoo que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e paraeles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porqueconseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se fraudaa declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixonas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizemque é ' muito chato ter que ler' ) e não há consciência nem memóriapolítica, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovarprojectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classemédia e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicaspodem ser ' compradas ', sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com umacriança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquantoa pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre acriticar os nossos governantes.
- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi umguarda de trânsito para não ser multado.
- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. 
Não. Não. Não. Já basta.
Como ' matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas faltamuito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.Esses defeitos, essa ' CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA ' congénita, essadesonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até seconverter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidadehumana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que éreal e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,ELEITOS POR NÓS.
Nascidos aqui, não noutra parte...Fico triste.Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que osuceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria primadefeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, masenquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicarprimeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serveSócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com aforça e por meio do terror?Aqui faz falta outra coisa. 
E enquanto essa 'outra coisa' não comece asurgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para oslados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmenteestancados....igualmente abusados!É muito bom ser português. 
Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimentocomo Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandamum messias.
Nós temos que mudar. 
Um novo governante com os mesmos portugueses nadapoderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,francamente, tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar oresponsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, dedesentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa?.. MEDITE!

EDUARDO PRADO COELHO

Questões:
1. A quem se dirige este texto?
2. Com que intenção?
3. Qual é o papel de cada um de nós como matéria prima de um país?

20 comentários:

Bruno Carvalho disse...

Este texto dirige-se às pessoas portuguesas que vivem num paìs onde a falta de capital é bastante elevado e que os politicos portugueses nao sabem governar.
Onde as pessoas tentam comprar outras para satisfazer os seus desejos profisionais, financeiros e pessoais.

Daniel Vilaça disse...

Este texto dirige-se às pessoas portuguesas que vivem num país onde a falta de dinheiro é bastante elevada.
E que os politicos portugueses não sabem governar.

Nuno Rodrigues disse...

1-O texto dirige-se aos ministros, presidentes e a toda a populaçao portuguesa.

2-A intenção é dizer aos portugueses que o problema da costrução de um país não é só dos ministros e nem dos presidentes, mas sim em todos nós.

3-O papel de cada um de nós como matéria prima de um pais é não fazer o que diz no texto, não cometer os mesmos erros dos ministros.

Artur Fernandes disse...

O texto dirige-se aos ministros portugueses, principalmente ao sr.Engenheiro José Socrates, e ao Sr.Santana Lopes.
A intenção do texto é chamar a tenção dos políticos e dos portugueses, pois nós os portugueses temos que começar a melhor, a reciclar, a pagar os impostos, irs, não poluir as ruas, e os nossos ministros têm que começar a trabalhar mais para que a nossa economia, cultura e modo de vida seja melhor, pois os portugueses e os ministros juntos poderemos mudar o nosso país de "fraco", para "melhor".

Hugo disse...

Este texto dirige-se a todos os portugueses e até a mim também,com a intenção de tentarmos um país com melhores futuros de vida,temos todos o nosso papel que é tentar melhorar as condições de vida não só nossas mas pensando também nas futuras gerações.

Tiago Silva disse...

t1-O texto é dirigido ao governo mas directamente ao povo em geral, onde me incluo.

2-A intenção deste texto é referir que a culpa do nosso país estar assim como está, é derivado ao povo em geral , nao só ao governo .
E que mesmo que o primeiro ministro mude nao mudaria nada, porque o povo é sempre o mesmo.

3-Ajudar o país a nao cair , e unirmo-nos para melhorar casa vez mais o nosso país .

Anónimo disse...

1 - Èste texto dirige-se ao povo portugues.
2 - O autor deste texto tem a intenção de nos alertar que temos que nos esforçar mais para que o pais enriqueça.
3 - Temos andar pa frente com este país porque se não o país não evoluig

Anónimo disse...

1- Este tesxto dirige-se ao povo portugues.

2- Com a intenção de alertar o povo para que trabalhe para que o país enriqueça

3- Temos que andar para a frente com o nosso país porque desta maneira não haverá uma evoluição positiva para o pais.

Fábio Rodrigues disse...

Este texto dirije-se fundamentalmente ao povo portugês que por defeito próprio critíca-se entre si sem olhar para si mesmo e fazer uma análise da sua situação.
O autor, ao redigir este texto, teve a intenção de demonstrar aos portugueses que não devemos olhar e preocupar-nos com o "nariz" do outro, mas sim colocar-nos em frente de um espelho e ver os nossos próprios defeitos que por vezes são demasiados.
No contexto do seguinte texto,a minha opinião como matéria prima de um país é que cada um de nós deve zelar por um país melhor e incentivar as pessoas à nao difamação dos outros.

Julião Costa disse...

Este texto dirige-se ao Governo e particularmente a cada um de nós com a intenção de tentar mudar o nosso país. Devemos ter a missão de levar o país avante com ideias e perspectivas que assegurem um futuro próspero. Cada um de nós tem um papel muito importante . Se todos contribuirmos será tudo mais fácil e melhor.

Filipe Gonçalves disse...

1 - Este texto dirige-se ao povo português(nós) que está sempre a criticar.
2 - O autor deste texto tem a intenção de nos alertar que temos que nos esforçar mais para que o país enriqueça.
3 - Temos de andar para a frente com este país porque senão o país não evolui e não ultrapassamos a crise em que vivemos actualmente.

Bruno nº3 PCC disse...

O texto dirige-se ao povo(nós)e políticos como Cavaco,Durão, Guterres,Socrates. A intenção é de falar da matéria-prima(nós). Falar do país e seus defeitos. Deviamos investir no país e evoluir, também investir no capital de cada um e não como diz no texto fazer "fraude no IRS" e outros exemplos. Porque não estamos ajudar o país a desenvolver.

Tiago Silva disse...

1-o texto dirige-se ao povo e aos poilíticos portugeses.

2-Com a intenção de poder melhorar o nosso país.

3-O papel de cada um de nós como matéria prima de um país é que o país pode ou não ir para a frente à nossa custa. Se toda a gente fizer tudo o que lhe compete sem fugir a nada podemos evoluir

Daniel Barbosa disse...

1- Este texto dirige-se ao povo português.

2- Com a intenção de alertar o povo para que trabalhe, para que o país enriqueça

3- Temos que andar para a frente com o nosso país porque desta maneira não haverá uma evoluição positiva para o país. O meu papel é ultrapassar as dificuldades e adaptar-me á nossa sociedade.

Bruno Martins disse...

Este texto dirige-se ao governo e tem como intenção chamar a atenção dos governantes e dos cidadãos para os problemas que estamos a causar no país. Nós devemos ter acções que levem o país a desenvolver técnicas para que este consiga superar facilmente os problemas que nós próprios causamos.Estes são, por exemplo, os problemas da fuga ao IRS ou dos subornos governativos.

Tiago silva disse...

Certo dia Manuel da Tilheira corria perto dos campos da Rodovia .
Era um dia como outro normal ele corria com a sua maior concentração como fazia todos os dias, já corria por aquelas bandas á cerca de 12 anos. Manuel da Tilheira gostava sempre de levar os seus bens para não deixar no seu fabuloso renault cinco sem fundo.

Moisés disse...

1-o texto dirige-se aos ministros e ao pessoal da nossa republica

2-com a intenção de culpar os ministros quando a culpa muitas vezes e nossa e nao deles

3-O nosso papel é poder desenvolver mais o nosso nível intelectual, para poder fazer com que este povo se desenvolva mais. Nós, o povo, somos a força e o potencial deste país e só nós podemos fazer com que este país desenvolva e ande para a frente, para obter um futuro muito melhor

nuno disse...

Correcção do comentário do Fábio:
- Dirije-se------dirige-se
-portugês------ português
-critíca-se----- critica-se
-nao----não

fabio rodrigues disse...

populçao- população
costrução - construção

Filipe Gonçalves disse...

Este texto dirige-se às pessoas portuguesas que vivem num paìs onde a falta de capital é bastante elevado e que os politicos portugueses nao sabem governar.
Onde as pessoas tentam comprar outras para satisfazer os seus desejos profisionais, financeiros e pessoais.

Politicos – Políticos
paìs – país
nao – não
profisionais - profissionais